Eu poderia entregar meu coração,
mas é só um pedaço de carne descartável.
Minha alma não está límpida,
todo meu espirito está acabado.
Fantasias bobas.
Preso em sonhos intermináveis.
Com medo do amanhã,
ausente de tudo.
A liberdade é a ilusão em que eu preciso me ludibriar.
Minha mente é um quarto escuro.
E não preciso me libertar...
Eu não preciso alimentar mais mentiras.
Descalça. Despida.
E mais uma vez sozinha no meio de olhos atormentados.
Descalça... exposta mais uma vez nesse frio.
E quando minhas mãos o tocam,
eu sei que preciso deixar vaguear...
andando distante,
de qualquer incerteza que me cerque.
Descalça...
Dizer a verdade vai deixa-los mais preparados?
Ou apenas afugentados de suas próprias conclusões?
Nesse quarto escuro,
eu vejo sorrisos... que me dizem o que fazer.
Eles só querem o meu bem.
Nesse quarto escuro
todos querem o meu bem...
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