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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Até a hora da minha morte

Não me sobraram dias quentes, mas uma melancolia ardente de tudo o que sobrou. Vejo um deserto frio, este que minha mente ansiou, e, a cada vez, vou me afastando... Em direção ao mesmo calabouço que tranquei todos esses disfarces. 

Mas eu preciso de um deles para o dia a dia. 

E, por mais que eu grite todos os meus tormentos, não quero que ninguém me estenda a mão, minha mente continua a mesma, repleta de escolhas erradas, traçando caminhos que não são meus. Diluindo, a cada dia, mais um pouco desse veneno, acariciando esse limbo que é a única coisa que me completa.

Um coração calmo. Vencido pelo luto de não mais lutar. Deixado para depois. Vivendo apenas no que se pode fazer. Sorrindo despretensiosamente para todas as possibilidades que podem te salvar. Mas nenhuma vai. 

Não sei o que fazer quando me sobram muitas horas. E, até a minha morte, parece que é só isso que eu tenho: muitas horas...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019


E quem pode julgar as atitudes desvairadas que me assolam a mente
que me assolam a alma?
Ou me isola da calma?
Quem poderia julgar os benditos passos alheios que dou? Quem poderia julgar a destruição em massa que eu causo a tudo...

Quem poderia viver aqui nesse corpo senão eu mesma, e quem mais conviveria comigo senão eu mesma? Porque eu vos digo, quem são os outros, se não mero espectadores de um show ambíguo, raso e nada entorpecente. Quem diluiria meus demônios a pó?

Quem amaria a intensidade de mil sois, um amor tão violento? Quem experimentaria o doce pecado de uma ilusão simplória do simples e ingenuo amor dos mortais, o violento amor mortal.

Quem julgaria, as minhas cicatrizes, por ter amado tão violentamente um amor frágil?

Até a hora da minha morte

Não me sobraram dias quentes, mas uma melancolia ardente de tudo o que sobrou. Vejo um deserto frio, este que minha mente ansiou, e, a cada ...