Numa busca incessante por sentido, depara-se com um tipo de amor irracional. Daqueles que não se medem pelo esforço ou por uma singularidade em especial. Lembro-me de ser acometida por uma tristeza enorme, e a fuga dela pareceu-me tão correta.
E toda fuga me cobra com juros altíssimos. Estou meio cansada de olhar com os olhos traídos ou de dizer intermináveis adeus. Não quero me culpar por todos os erros, mas fugir da tristeza é um risco enorme. Abrir a porta para desconhecidos entrarem sob a promessa de permanecer pode ser a maior prisão, disfarçada de uma tristeza que não quer ser deixada.
É uma perda. É um refúgio. Quaisquer que fossem os motivos, todos são banais neste momento. E não me importa o quê ou quem: nada realmente afasta essa sensação inegável que me acomete todos os dias: a de existir.
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