Quando não houver mais nada a ser dito, o silêncio - sim, de fato - irá responder todas as perguntas.
Cada um será responsável por preencher suas memórias falsas.
Se hoje atrevo a me indispor sobre mágoas e remorsos passados.
Já os faço com o coração seco.
Manchado.
Não que o amor tenha ido embora. Mas também não há resquícios dele.
Pode ser que o tesouro ainda exista e vá ser encontrado.
Mas gosto de pensar que não por mim.
Nem por você.
Mas para aqueles que ainda acreditam,
que do amor podem vir riquezas.
E deixarei morrer mais uma tola esperança,
para que eu permaneça viva em meus princípios.
Que nada me valem hoje em dia.
Mas que não me ferem.
Mas sustentam.
E não haverá palavras sinceras e macias.
Pois o tempo as enferrujou.
E há quem acredite que meu coração amargou.
E talvez o tenha.
Talvez meu espírito só tenha se enchido de paz,
que desculpas e ternuras não me toquem igual antes.
E a solidão me seja mais bem vida,
do que problemas cotidianos.
A solidão me trouxe a sabedoria, do que eu nunca quis enxergar.
E depois de ver quem eu me tornei.
Não tornarei a fechar meus olhos.
E há quem diga que eu amarguei,
por ter amado um pouco exagerado demais.
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