segunda-feira, 9 de junho de 2025

É

Eu sempre odiei a solidão. Sempre odiei esses papéis que me foram dados. Sempre odiei o tom informal dos meus pensamentos. Mas, num certo domingo, eu percebi que tudo havia colapsado. Uma meditação que deu errado.

Esse é um texto de capítulos — e hoje, números —

são só números jogados à sorte. 


I - Amargo

Essa é uma história engraçada para os corações que dormem acordados. Deve ser por isso que sempre estou atormentada nos meus próprios pesadelos, enquanto, pela manhã, minha cabeça esquece o nome dos meus  demônios...

É amargo o colapso de uma identidade frágil. Destinada a tudo - soem os falsos alarmes: eu cheguei! - para nada. Viver é exaustivo, eu sei. Mas nessa história engraçada, você nunca se contentou. Um herói que nunca salvou ninguém. Mas você é destinada - a viver inteiramente na solidão que sempre abominou. 

Nada faz sentido quando tudo já está desmontado, não importa quantas vezes você resgate os milhões de pedaços seus. Essa continua não sendo você. Você já esqueceu tudo pela manhã. 

Viver pode ser amargo sob uma identidade frágil, fracassando e fracassando. E dói não é? Dói... E isso sempre vai voltar a você. É o seu padrão. Como um 8 também pode ser o infinito. Foram escolhas que você fez, foram os resultados que você premeditou. 

Tão consciente e não conseguiu perceber? A bomba já ia estourar. 


II.  Câmera

Condenada a salvar os outros e esquecer sempre de si mesma. Como era o nome daquela música mesmo? Reescreva, né? Aham... entendi... reescreva. Minha memória já não é mais a mesma, há um conflito entre dignidade e liberdade nesse futuro em que descobri.

Mais uma dessas, e a máquina vai quebrar. 

O que se pode fazer com uma câmera que já não tira mais fotografias? Não adianta puxar pela memória. Está danificada. Infelizmente, não conseguiu salvar nada.

Como posso dar chaves para um prisioneiro sem correntes? O que diabos está passando na sua cabeça? Isso é só mais um colapso de outra identidade frágil. 

É só mais um enigma sobre os medos escaldados na sua alma. Não importa o quanto você reescreva, sempre houve a pressa em apagá-los. 


III.  Pressão. 

Um lago negro. Sombrio... Paraíso sombrio. Perpetuou as boas memórias que para sempre habitarão em você. Não vou tornar a dizer o óbvio. Tic-tac... tic-tac... O tempo apenas continua passando.

Mais uma vez estão chamando por você. Mas faz muito barulho para você conseguir ouvir. Você já está muito mergulhada em camadas invisíveis, que nunca foram projetadas para te proteger. Sempre foram fugas. E todos esses caminhos te trouxeram de volta para onde mesmo? Ah sim...

Para você.

Nessa pressão, encurralada num funil. Eu ouvia seus gritos: Não quero que seja feliz. Isso não é um colapso. Tudo já desmoronou. Nesse jogo de xadrez, você já perdeu e esqueceu as estratégias há muito tempo. 

Sem compaixão. Aqui não falamos mais de amor.

Não é querendo provocar, mas... Já ouviu falar sobre amores líquidos? É que eu acabei lembrando de como você veio tentando agarrar o amor. Eu não lembro — bom, pelo menos nunca ouvi falar — de alguém que tenha conseguido segurar água.

IV. Labirinto. 

O Eco que ressoa. A alma que escuta. O coração que demanda. O corpo que sente. E a mente... um labirinto. 

Nesse labirinto, a busca por respostas te deixou frente a frente com um paredão branco. E você ouviu de uma consciência muito sábia:

Não há resposta aqui. 

O labirinto não exige ser desvendado. Mas dentro dele existem coisas a serem perseguidas. Você pode escolher o seu prêmio, mas só pode sair com um. Esse continua sendo um jogo com poucos vencedores. 

Desistir também pode ser uma vitória. 

Nessa história engraçada. Não precisamos de heróis. Continua existindo a opção de desistir de uma luta perdida. Nos seus dias menos sóbrios. Sua mente sussurrou... você vai colapsar. Colapsar... a maquina vai ruir. Ou se salvar, basta você decidir. Mas a escolha nunca foi feita. 

TicTac...TicTac...TicTac...

Até porque, não há mais nada aqui. Nada para ser encontrado ou buscado. Sua própria mente te jogou fora do quarto escuro. Você nunca acendeu a luz, estava com medo de ver o que? 

Não tinha nada.

V. Quebra-Cabeça

A vaidade das escolhas fáceis te levou a duvidas maçantes. Nada disso importa no final. Você conseguiu todas suas respostas. Terminar todo essa quebra-cabeça te trouxe algum tipo de satisfação?

Destrua-o. 

A raiva emerge. Grita. Arrasta. Nada estava bem. Quando você foi embora e me deixou trancada. Nada ficou bem. Muitos segredos não podem permanecer trancados. Segredos difíceis de ouvir. De digerir. Que doíam no seu âmago. E a raiva emerge. 

Perdão... Por quem? Cartas ao sol? Escorpião? Cartas em branco? Algum desses importa no final? 

O doce sabor de ser medíocre e não ter que se perder nada. A doce insolência da ignorância. Eu queria ser um poço de nada. Mas essa tristeza me puxa e me arrasta em direção ao abismo. De volta ao quarto escuro. 

Onde todos vocês querem o meu maldito bem. 

 Essa parede branca vai esmagar todos seus sentimentos. 

Não há nada.

Você montou um quebra-cabeça totalmente em branco.


VI. É

Até hoje eu me pergunto, nessa história engraçada. Onde você estava esse tempo inteiro. Para no fim, me dizer:

É.

E o que foi feito esse tempo inteiro? Castelos de areia levados por ondas? Nunca existiu um problema aqui, que não tenha sido eu mesma quem criou? O que deveria ser mostrado ou aprendido? Nada? 

Me escancarar para um vazio branco, sábio. Sólido. E me jogar essa palavra: nada. Não há perdão? Não há rancor. Remorso, ódio. Toda essa violência, sempre foi direcionada para mim ? É um declive. Uma tragédia. É a maior comédia que eu já vi ser escrita. 

Amor é agir. 

Mesmo que exista um mundo ideal e irreal. Ele não vai me preencher. E, covardemente, eu tentei fugir do que eu mais tentei agarrar: A realidade crua. Apenas é, você só precisava aceitar. 

Nessa história engraçada. Cheia de quadros em brancos, casas vazias. Memórias. Respostas incompreendidas. Existe um mundo. Uma imensidão branca, não para que percebas nada. Não para que sintas nada. Apenas para...

Ser.


Para Natália. 

Uma meditação que deu certo.

segunda-feira, 31 de março de 2025

A magica de mudar uma vida

Eu preciso tanto de você,

mas preciso digerir bem essa ideia. 


As vezes só preciso ir embora,

como muitas vezes o fiz, 

e como muitas vezes eu só fugi de tudo.


A verdade é que eu não preciso de nada.

Mas também preciso digerir essa ideia.


Porque, sinceramente... eu gosto de precisar de você... 

e gosto de dizer isso de um jeito não apaixonado. 

Mas despretensioso, casual.

É só a verdade.


Você não é um segredo,

Eu quero gritar aos céus que meu mundo todo pode ruir.

Que todos meus planos podem dar errado...

E eu não vou me sentir triste

porque eu conheci você.


É uma das coisas mais preciosas que eu quero manter no meu coração.


Para sempre, como uma boa memória.

Imutável.


Você é a mágica de mudar uma vida,

sem mudar nada do lugar.


Eu não preciso de nada no final das contas.

Ninguém precisa...

Isso é só um desabafo. 


E a beleza reside no não precisar.

...eu nunca vou fugir disso. 

sexta-feira, 7 de março de 2025

O outro lado

Quaisquer que fossem as circunstâncias...

Minha alma conhece o outro lado.


Eu jamais esqueceria, 

o céu em vidro e as estradas coloridas.

Eu jamais

esqueceria. 


Porra cara


Quaisquer que fossem as circunstâncias, 

eu teria te perdoado. 

Nunca para ser tarde demais... 


porra 


Eu queria tanto estar do outro lado.

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Leve

Eu te daria todo o meu amor,

Para que você o leve. 

Até longe dos meus olhos.


Eu não acredito mais, 

em palavras bonitas. 

E nos gestos ensaiados. 


Mas eu te daria todo esse amor, 

Para que você leve...

Embora com você.


Todas as coincidências

Escondidas de nós

Escancaradas em uma faixa de tempo.


Eu te darei o amor

Que você merece sob as minhas garras

E o guarde. E o leve. 


E que pese

Em sua memória

Tudo o que não pudemos ser.

Mas que ainda seja... leve.

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Peça por Peça

Não sobrou nada, 

ninguém para culpar. 


Ninguém para odiar, 

nem para amar. 


Ninguém para pensar pela manhã,

nem pela noite. 


Estou sozinha com um quebra cabeça,

Não posso selvagemente destruí-lo. 

Só me restou montá-lo. 

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Lá por fora

Expectativas e passos frustrados, lado a lado...

No fim do dia... sonhos são pedaços tão abaláveis de nós mesmos. 


O amor está tão fora de moda, 

e isso tem se tornado a minha ruína. 


Trevas e calabouços, nada disso é real. 

Estou rodeada por campos de flores e me sinto triste. 


Eu abro a porta para os meus demônios saírem, 

mas eles sempre querem  fazer as pazes. 


Esse é um caminho que me faz sentir vivo. 

...entre o que está por vir e só viver. 


Droga, eu estou tão fora de moda.

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Escorpião

(es·cor·pi·ão)
substantivo masculino
Origem etimológica:latim scorpio, -onis.

Esse é um texto com 7 capítulos, por vários motivos esse número foi escolhido. Iniciei esse texto no dia 20 de abril de 2024 às 21:17. Cartas ao sol foi escrito em 22 de abril de 2021.

I. A sinceridade do vazio.

Algumas vezes nada precisa ser dito para um começo ou um final. Algumas vezes o amor é inocente nos jogos do ego, e a memória pode facilmente ser traída. E no silêncio de palavras não ditas, deitamos nossos corpos sobre a verdade de quem somos. 

Nos deparamos com um vazio. E fragilmente tentamos separar a dualidade de nossos sentimentos para refazer o passado. E mesmo assim, é possível inconscientemente encontrar um tipo de sinceridade interior. Sobre o que esse vazio pode dizer a respeito de nós mesmos. 

E na saudade de nós mesmos, o vazio implica em atitudes cruéis. Veladas por atos secretos e afoitos, uma tentativa fútil de mudar a realidade por meras distrações. Distrações essas que podem mascarar a verdade em desejos reprimidos, falsas esperanças e um sentimento depreciativo. 

Na sinceridade do vazio, encontra-se um limbo de repetições. Um loop de hábitos criados para exaustivamente nos enganar desse buraco. Que nunca engana, apenas camufla e infla várias camadas de nossas personalidades. 

Até que se cria uma caminho sem volta. Uma dor tão segura sobre quem se ser, um comodismo tão fácil e tangível. Passa a ser difícil resistir, mesmo que essas escolhas possam ser tão cruéis. Mas o vazio criava até forma humana para somente dizer que o mundo também era cruel, e nunca haveria momentos - de fato - acolhedores. 

E mesmo após dias bons, no fim da noite... Quando devíamos nos recolher, ouve-se o vazio sussurrar...  e outra vez se arruinava. A solidão que se formava, não poderia se formar. Mas formou, e ainda solidificou todos esses pensamentos incessantes para perpetuar a melhor mentira bem contada.

Aquela que você acreditaria. 

Mas acreditaria tão forte, a ponto de se tornar um escárnio. E todas as vezes que o vazio chamasse, não ouviria nunca mais a voz da consciência, pois já estaria mergulhado em águas profundas, para que não tivesse que ouvir a sinceridade do vazio, e para sempre pudesse se sentir feliz. 

Uma felicidade frígida. 

Facilmente substituída por qualquer outra distração. E quando tudo ficasse silencioso demais, poderia desabar e desabafar sobre tudo. Sem o limite das palavras, pois não conhece o peso delas. Nem como as usar. E seria muito mais fácil fugir, do que lidar com coisas sinceras.


II. O lamento do coração. 

Poderia um anjo cair e ruir, mas continuar a ser bom? Poderia um anjo abraçar sua escuridão e encontrar um caminho entre a destruição e a paz? Um coração atormentado, preso em sonhos intermináveis...poderia encontrar perdão?

Poderia um dia se perdoar?

O lamento de um coração não é sobre uma tristeza que não passa. É uma sensação que arrebata todas as outras. E quando se escuta falar sobre... já se está muito distante para perceber. É um barulho sem som, uma dor que não dói. Uma escuridão que não assusta. 

Não chamaria de vazio... Mas chamaria de cheio. A sinceridade do vazio - as vezes - reconforta. O lamento do coração não. É um querer sentir tão frágil, tão escasso. Tão preguiçoso. Um pensamento obstinado e obsessivo... intruso. Não tem nada a ver com a morte. Mas com querer viver. Não tem nada a ver com ser capaz. Mas com ser qualquer coisa. 

É um professor exigente. 

Um lamento tão profundo. Uma vergonha tão arrebatadora. E imperceptível. O lamento de um coração não entra em conflito. Qual o preço a ser pago para se purificar... ou amor é somente para os fortes. 

Eu poderia desistir e continuar a ser bom? 

Ou seria outro pecado indelével? 

III. O Aprisionamento da alma. 

(...)

IV. Dualidade e semelhanças. 

E quando se encontraram. Deram tão certo como o céu e a terra. Como o dia e a noite. Um amontado de mistérios que logo seriam resolvidos - pela singela existência um do outro. O destino seria tão perfeito, ou um feito amaldiçoador. 

Teria sido tudo coincidência, ou apenas um teatro. Seria uma cópia do original ou uma vontade reprimida de reproduzir o outro. Estaria tão perplexo pela outra existência, a ponto de deseja-la incompreendidamente. 

E o tempo passaria a reproduzir as respostas que nunca haviam sido feitas no passado?

O Amor não seria imprudente. Mas seria insuficiente para salvar qualquer laço. E somente a morte traria o perdão que tanto foi ansiado... Até que perdesse todo o sentido. 

Eu não quero mais, repetiria.

E assim o seria. 

V. Redenção dos espíritos menores. 

O amor cura e se deixará ser curada?

Os via correr pelo mar, sorrisos e todos os tipos de brincadeiras. Não os invejou, mas desejou ser como eles de novo. O dia parecia não ter fim e seu pensamento ressignificava outras memórias, e no horizonte já se via distante. Mas não com saudade, não com apreensão. Ja havia perdido todas as chances, não precisava mais tentar. 

Será que um dia será digna? 

Talvez não tenha essa resposta. 

Hoje, distante. Experimentando um tipo de solidão tranquila, a solidão de ser só sua. Quis encontrar a mesma sintonia. Já faz alguns anos... que queria uma chance. 

Poderia um anjo guiar um coração atormentado? Para a sua redenção? Queria encontrar alguém tão parecido com seu coração, que não tenha medo da verdade. Que não desista... 


VI. Mentiras vaidosas. 

As escolhas feitas de mãos vazias, agora estão cheias de culpa. 

Não conhecemos o coração dos outros... não podemos criar conclusões sobre a dor de ser cada um. Mesmo que algumas situações pareçam óbvias, mentiras envenenam a certeza.

O lamento de um coração não entra em conflito com a sinceridade do vazio. A verdade liberta. A mentira cria dualidades e caminhos que não se pode percorrer...

Não sem a certeza. 

Mas a incerteza chega, e quando vens. Vens para destruir, dilacerar qualquer sentimento. O abismo grita, o vazio se afasta. Está cheio novamente... e precisa esvaziar. Precisa de qualquer motivo para se agarrar a realidade, antes que por um fio... tudo se vá.

E é tão fácil se deixar ir.

Como se o mundo não mais importasse. Nada de diferente poderia ser feito. E ao mesmo tempo pode ser feito de tudo. Porque uma vez o vazio sussurrou... nas noites em que não conseguia dormir, e tinhas a mente atormentada. 

O perdão não pode ser vazio. Precisa ser sempre completo, não pode existir brechas. Tem de ocorrer em um todo, para que em sua totalidade supere a decepção. Algumas vezes nada precisa ser dito, não precisa de bons motivos para se abandonar boas memórias, se essas já estão envenenadas. 

Não se pode criar certezas cruéis sobre os outros. E jamais me atreveria a escrever - não de novo - sobre o coração de outra pessoa.

VII. Partidas.

Nunca é muito tarde para se dar uma nova chance. Não é necessário alarde, ou qualquer brutalidade do sentimento. Não é mais preciso se pensar demais, ou adivinhar todos os motivos. 

A natureza do escorpião é essa. E ninguém pode mudá-la. 


Para Cássia. Essa e várias outras.

terça-feira, 9 de abril de 2024

Assim como

Quando canções parecem sentimentos antigos.

Eu entendo...

não podemos forçar nostalgias internas.

Mesmo que seja familiar demais. 


Eu lembro como era olhar o mar pela primeira vez,

assim como a felicidade.

Algumas vezes vai se perdendo...

para que não perca o seu significado. 


Notícias ruins estão por todas as partes. 

Mas eu queria abrir um pouco meu coração

E me dar uma chance

De eu mesmo me perdoar. 


Um poço inesgotável de cansaço

Tentativas remediadas

Assim como a felicidade 

Eu queria que o amor não se perdesse. 


Mesmo que situações amarguem meus mares

Eu queria ser um repouso 


Não um lago negro, 

movido por decepções. 


Eu queria um momento. 

Assim como o amor

deixar marcas que não se perdem.

sábado, 4 de novembro de 2023

Quarto escuro

Eu poderia entregar meu coração, 

mas é só um pedaço de carne descartável. 

Minha alma não está límpida, 

todo meu espirito está acabado. 


Fantasias bobas. 

Preso em sonhos intermináveis.

Com medo do amanhã, 

ausente de tudo. 


A liberdade é a ilusão em que eu preciso me ludibriar. 

Minha mente é um quarto escuro. 

E não preciso me libertar...


Eu não preciso alimentar mais mentiras. 


Descalça. Despida. 

E mais uma vez sozinha no meio de olhos atormentados. 


Descalça... exposta mais uma vez nesse frio. 

E quando minhas mãos o tocam, 

eu sei que preciso deixar vaguear... 

andando distante,

de qualquer incerteza que me cerque. 


Descalça... 

Dizer a verdade vai deixa-los mais preparados? 

Ou apenas afugentados de suas próprias conclusões?


Nesse quarto escuro, 

eu vejo sorrisos... que me dizem o que fazer. 

Eles só querem o meu bem.

Nesse quarto escuro

todos querem o meu bem...

Bocado de chuva

Num bocado de chuva,  um interminável vai e vem.  Meus olhos fitam essa movimentação,  dia após dia.  Talvez a felicidade esteja demais,  se...