segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Eu não sei o por quê desse texto se chamar amor.

Desordem mental

Quando acontece esses picos de paranoia, eu me perco num emaranhado de pensamento desconexos e incessantes. Faço mentalmente todos meus erros e deslizes, reinvento cenas, imagino mortes, desaba cada pedaço de lucidez...

Sinto muito e não demonstro nada.

Não acordo de pesadelos,
Eu caio de prédios.
Não consigo subir montanhas.

Cada dia que passa esse buraco
aumenta
sua densidade
E eu vivo com um grande incomodo no peito.

Que,
frivolamente eu penso
Repenso
Refaço hipoteses
Revejo situações

O amor é tão distante
inalcançavel
que me pergunto um dia

Eu serei digna de um?

Eu amaldiçoo todos os dias meus demônios
Todos os dias
faço as pazes com eles
Todos os dias brigamos
Todo dia preciso ver
essas cicatrizes

E cada dia passa
A tristeza se alastra
E não passa
Só gasta
e gasta.

Sem força
Sem animo
Sem amor

E não há nada
não há ninguém
Não ha nada
Não ha ninguém

E a culpa não são deles
A culpa
Não é de ninguém
Eu não paro de me culpar todos os dias
pelas mesmas coisas...

Estou me odiando cada dia mais
E eu me perdi de novo
E não consigo encontrar a saída
Eu tenho tanto medo

Daquele dia

Tanto medo... daquele dia...

Tenho tanto medo de tudo

E a única coisa que tenho para agarrar
é na tristeza.
Que insistentemente, é a única que restou comigo.

Eu engano os outros todos os dias.
E me deixo ser enganada todos os dias.
Eu digo o que querem ouvir
E eles fingem para mim...

Eu queria tanto ficar...
Eu queria tanto...
Eu queria não querer tanto...

Só uma saída...

É tudo... o que eu preciso

(02/07/2017)

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