Essa foi a maior lição que a liberdade me deixou...
quinta-feira, 4 de julho de 2024
quarta-feira, 19 de junho de 2024
Lá por fora
Expectativas e passos frustrados, lado a lado...
No fim do dia... sonhos são pedaços tão abaláveis de nós mesmos.
O amor está tão fora de moda,
e isso tem se tornado a minha ruína.
Trevas e calabouços, nada disso é real.
Estou rodeada por campos de flores e me sinto triste.
Eu abro a porta para os meus demônios saírem,
mas eles sempre querem fazer as pazes.
Esse é um caminho que me faz sentir vivo.
...entre o que está por vir e só viver.
Droga, eu estou tão fora de moda.
segunda-feira, 22 de abril de 2024
Escorpião
substantivo masculino
Origem etimológica:latim scorpio, -onis.
Esse é um texto com 7 capítulos, por vários motivos esse número foi escolhido. Iniciei esse texto no dia 20 de abril de 2024 às 21:17. Cartas ao sol foi escrito em 22 de abril de 2021.
I. A sinceridade do vazio.
Algumas vezes nada precisa ser dito para um começo ou um final. Algumas vezes o amor é inocente nos jogos do ego, e a memória pode facilmente ser traída. E no silêncio de palavras não ditas, deitamos nossos corpos sobre a verdade de quem somos.
Nos deparamos com um vazio. E fragilmente tentamos separar a dualidade de nossos sentimentos para refazer o passado. E mesmo assim, é possível inconscientemente encontrar um tipo de sinceridade interior. Sobre o que esse vazio pode dizer a respeito de nós mesmos.
E na saudade de nós mesmos, o vazio implica em atitudes cruéis. Veladas por atos secretos e afoitos, uma tentativa fútil de mudar a realidade por meras distrações. Distrações essas que podem mascarar a verdade em desejos reprimidos, falsas esperanças e um sentimento depreciativo.
Na sinceridade do vazio, encontra-se um limbo de repetições. Um loop de hábitos criados para exaustivamente nos enganar desse buraco. Que nunca engana, apenas camufla e infla várias camadas de nossas personalidades.
Até que se cria uma caminho sem volta. Uma dor tão segura sobre quem se ser, um comodismo tão fácil e tangível. Passa a ser difícil resistir, mesmo que essas escolhas possam ser tão cruéis. Mas o vazio criava até forma humana para somente dizer que o mundo também era cruel, e nunca haveria momentos - de fato - acolhedores.
E mesmo após dias bons, no fim da noite... Quando devíamos nos recolher, ouve-se o vazio sussurrar... e outra vez se arruinava. A solidão que se formava, não poderia se formar. Mas formou, e ainda solidificou todos esses pensamentos incessantes para perpetuar a melhor mentira bem contada.
Aquela que você acreditaria.
Mas acreditaria tão forte, a ponto de se tornar um escárnio. E todas as vezes que o vazio chamasse, não ouviria nunca mais a voz da consciência, pois já estaria mergulhado em águas profundas, para que não tivesse que ouvir a sinceridade do vazio, e para sempre pudesse se sentir feliz.
Uma felicidade frígida.
Facilmente substituída por qualquer outra distração. E quando tudo ficasse silencioso demais, poderia desabar e desabafar sobre tudo. Sem o limite das palavras, pois não conhece o peso delas. Nem como as usar. E seria muito mais fácil fugir, do que lidar com coisas sinceras.
II. O lamento do coração.
Poderia um anjo cair e ruir, mas continuar a ser bom? Poderia um anjo abraçar sua escuridão e encontrar um caminho entre a destruição e a paz? Um coração atormentado, preso em sonhos intermináveis...poderia encontrar perdão?
Poderia um dia se perdoar?
O lamento de um coração não é sobre uma tristeza que não passa. É uma sensação que arrebata todas as outras. E quando se escuta falar sobre... já se está muito distante para perceber. É um barulho sem som, uma dor que não dói. Uma escuridão que não assusta.
Não chamaria de vazio... Mas chamaria de cheio. A sinceridade do vazio - as vezes - reconforta. O lamento do coração não. É um querer sentir tão frágil, tão escasso. Tão preguiçoso. Um pensamento obstinado e obsessivo... intruso. Não tem nada a ver com a morte. Mas com querer viver. Não tem nada a ver com ser capaz. Mas com ser qualquer coisa.
É um professor exigente.
Um lamento tão profundo. Uma vergonha tão arrebatadora. E imperceptível. O lamento de um coração não entra em conflito. Qual o preço a ser pago para se purificar... ou amor é somente para os fortes.
Eu poderia desistir e continuar a ser bom?
Ou seria outro pecado indelével?
III. O Aprisionamento da alma.
(...)
IV. Dualidade e semelhanças.
E quando se encontraram. Deram tão certo como o céu e a terra. Como o dia e a noite. Um amontado de mistérios que logo seriam resolvidos - pela singela existência um do outro. O destino seria tão perfeito, ou um feito amaldiçoador.
Teria sido tudo coincidência, ou apenas um teatro. Seria uma cópia do original ou uma vontade reprimida de reproduzir o outro. Estaria tão perplexo pela outra existência, a ponto de deseja-la incompreendidamente.
E o tempo passaria a reproduzir as respostas que nunca haviam sido feitas no passado?
O Amor não seria imprudente. Mas seria insuficiente para salvar qualquer laço. E somente a morte traria o perdão que tanto foi ansiado... Até que perdesse todo o sentido.
Eu não quero mais, repetiria.
E assim o seria.
As escolhas feitas de mãos vazias, agora estão cheias de culpa.
Não conhecemos o coração dos outros... não podemos criar conclusões sobre a dor de ser cada um. Mesmo que algumas situações pareçam óbvias, mentiras envenenam a certeza.
O lamento de um coração não entra em conflito com a sinceridade do vazio. A verdade liberta. A mentira cria dualidades e caminhos que não se pode percorrer...
Não sem a certeza.
Mas a incerteza chega, e quando vens. Vens para destruir, dilacerar qualquer sentimento. O abismo grita, o vazio se afasta. Está cheio novamente... e precisa esvaziar. Precisa de qualquer motivo para se agarrar a realidade, antes que por um fio... tudo se vá.
E é tão fácil se deixar ir.
Como se o mundo não mais importasse. Nada de diferente poderia ser feito. E ao mesmo tempo pode ser feito de tudo. Porque uma vez o vazio sussurrou... nas noites em que não conseguia dormir, e tinhas a mente atormentada.
O perdão não pode ser vazio. Precisa ser sempre completo, não pode existir brechas. Tem de ocorrer em um todo, para que em sua totalidade supere a decepção. Algumas vezes nada precisa ser dito, não precisa de bons motivos para se abandonar boas memórias, se essas já estão envenenadas.
Não se pode criar certezas cruéis sobre os outros. E jamais me atreveria a escrever - não de novo - sobre o coração de outra pessoa.
VII. Partidas.
Nunca é muito tarde para se dar uma nova chance. Não é necessário alarde, ou qualquer brutalidade do sentimento. Não é mais preciso se pensar demais, ou adivinhar todos os motivos.
A natureza do escorpião é essa. E ninguém pode mudá-la.
Para Cássia. Essa e várias outras.
terça-feira, 9 de abril de 2024
Assim como
Quando canções parecem sentimentos antigos.
Eu entendo...
não podemos forçar nostalgias internas.
Mesmo que seja familiar demais.
Eu lembro como era olhar o mar pela primeira vez,
assim como a felicidade.
Algumas vezes vai se perdendo...
para que não perca o seu significado.
Notícias ruins estão por todas as partes.
Mas eu queria abrir um pouco meu coração
E me dar uma chance
De eu mesmo me perdoar.
Um poço inesgotável de cansaço
Tentativas remediadas
Assim como a felicidade
Eu queria que o amor não se perdesse.
Mesmo que situações amarguem meus mares
Eu queria ser um repouso
Não um lago negro,
movido por decepções.
Eu queria um momento.
Assim como o amor
deixar marcas que não se perdem.
sábado, 4 de novembro de 2023
Quarto escuro
Eu poderia entregar meu coração,
mas é só um pedaço de carne descartável.
Minha alma não está límpida,
todo meu espirito está acabado.
Fantasias bobas.
Preso em sonhos intermináveis.
Com medo do amanhã,
ausente de tudo.
A liberdade é a ilusão em que eu preciso me ludibriar.
Minha mente é um quarto escuro.
E não preciso me libertar...
Eu não preciso alimentar mais mentiras.
Descalça. Despida.
E mais uma vez sozinha no meio de olhos atormentados.
Descalça... exposta mais uma vez nesse frio.
E quando minhas mãos o tocam,
eu sei que preciso deixar vaguear...
andando distante,
de qualquer incerteza que me cerque.
Descalça...
Dizer a verdade vai deixa-los mais preparados?
Ou apenas afugentados de suas próprias conclusões?
Nesse quarto escuro,
eu vejo sorrisos... que me dizem o que fazer.
Eles só querem o meu bem.
Nesse quarto escuro
todos querem o meu bem...
terça-feira, 25 de outubro de 2022
Mãos livres.
Coloque as mãos sobre…
Hoje vou te mostrar um pouco do azul.
Coloque as mãos por dentro.
Fecharemos os olhos em segredo, e eu vou te apresentar apenas o raso.
Estamos mergulhando em tolices. Enquanto seguro a respiração, consigo sentir suas vibrações.
Você anseia por algo a mais?
Seus dedos são uma mentira bem contada. Podemos fingir até o amanhecer, e tudo o que eu mais queria... era ouvir seu coração desabar.
Não sou de muitas palavras.
Mas podemos combinar alguns códigos, para que eu os repita suavemente.
Coloque as mão sobre,
eu vou dizer mais uma vez para você - se isso te levar a ficar mais sério.
Pensamento graves rodeiam nossos corpos.
Duplo sentido, e só Deus sabe o que isso possa significar.
Enquanto o tempo ocupar nossos espaços.
E tudo que poderíamos nos permitir, é nos separar.
Para que possamos ter as mãos livres.
Olhos fixos no vazio, sem o constrangimento das palavras ditas erradas.
Coloque as mãos sobre… Talvez eu não diga nada.
quinta-feira, 22 de abril de 2021
Cartas ao sol
segunda-feira, 19 de abril de 2021
Somos vítimas de nós mesmos
terça-feira, 16 de fevereiro de 2021
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
Sóbria dor
quarta-feira, 20 de março de 2019
O menino que ainda não conheci
Mesmo distante o paralelo de linhas que se formam ao horizonte, a imagem distorcida que se forma na minha mente. Mesmo um abismo enorme no que se diz a respeito entre o que está realmente acontecendo, com o fato de: tudo isso pode ser uma ilusão... não tem como negar...
Eu não posso ajudar a mim mesmo, não sob essas condições. Condições que eu mesma me estabeleci. E quando o sol bate todas as manhãs na minha janela, sei que é outro dia que pode dar certo. Sentada na beirada da cama, olhando um feixe de luz branca. Quando o sol bate todos os dias na minha janela, eu tenho tido mais vontade de levantar e assumir a culpa, por todos os estragos que fiz.
O menino que ainda não conheci, é só um passado borrado. De milhares de escolhas erradas que fiz ao longo do tempo. O menino que ainda não conheci, é um amontoado de complexos mal resolvidos. O menino que ainda não conheci, esta com seu nome riscado na minha lista e com algumas observações, de como manter distancia.
Até a hora da minha morte
Não me sobraram dias quentes, mas uma melancolia ardente de tudo o que sobrou. Vejo um deserto frio, este que minha mente ansiou, e, a cada ...